Não haverá eventos se houver incertezas?

O ano de 2020 prometia muitos eventos corporativos e de entretenimento no mundo todo. Mas por ser uma das atividades econômicas de aglomeração e com alto potencial de transmissão do Covid19, foi a primeira a ser pausada quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou a pandemia em 13 de março.

Desde, então, toda a cadeia de eventos corporativos ou de entretenimento, como empresas de organização de eventos, promoção de eventos, locação de tecnologias audiovisuais e de informática ou de espaços para eventos, montadores de estandes e tantos outros fornecedores, vem buscando soluções de sobrevivência econômica de seus negócios e debatendo sobre o quanto o isolamento social provocou e quanto ainda trará de prejuízos e como será o “novo normal”.

Enquanto acompanham a redução de riscos de contaminação nos países e a evolução das pesquisas de tratamento e de uma vacina contra o Covid19, os empresários avaliam também qual a probabilidade de as atividades presenciais e de aglomeração “voltarem ao normal” em curto e médio prazo, como a partir de julho ou agosto de 2020, e as consequências de um longo prazo, ou seja, em 2021 ou depois do lançamento da vacina.

Diante de um cenário nada promissor para os grandes eventos, muitos consideram que isso poderá abrir espaço para iniciativas menores e locais. Mas, mesmo assim, indagam quando todos se sentirão confiantes suficientemente para realizar e participar de reuniões menores? Muitos arriscam afirmar que, se a situação não estiver com controle efetivo e politicas públicas favoráveis, os envolvidos, tanto organizadores como público, não se sentirão seguros de participarem tão cedo de eventos presenciais com pouca ou grande aglomeração.

Por hora, sem vacina e com alguns países não adotando políticas públicas eficazes de controle de isolamento social, por exemplo, há ainda muitas incertezas para os mercados de eventos, entretenimento e turismo.

Ao analisarem os fatores de risco, os empresários destacam que o deslocamento de pessoas e a movimentação de infraestrutura e durante os eventos são os de mais impacto e que quanto maior o evento, maior será a possibilidade de contaminação. As viagens áreas e terrestres de longa distância nacionais ou internacionais são críticos, pois não há ainda (e até poderá levar algum tempo) a adoção de padrões internacionais de controles de segurança sanitária em fronteiras, aeroportos e outros pontos de acesso e trânsito das pessoas, e nem houve tempo ainda para se saber o que cada região ou país está fazendo para impedir ou controlar a propagação do vírus.

Enfim, como a grande parte dos mercados, os negócios de eventos, entretenimento e turismo ainda vivem a fase de incertezas. Enquanto isso, muitos gestores arriscam alternativas virtuais, inovam formatos presenciais e planejam novos ou reagendam seus projetos a partir 2021, apostando no surgimento de tratamentos eficazes e, especialmente, de uma vacina.

#TodosSomosEventos

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