Pandemia Covid19 – Quando será seguro realizar eventos?

Já estamos na segunda quinzena de maio e as autoridades ainda não dão previsão de quando as empresas em geral poderão retomar seus negócios. Estimativas de retorno foram adiadas várias vezes e, até o momento, não há indicadores para tomadas de decisões. O que é certo até o momento é que 2020 deixou definitivamente de ser um ano promissor para todos os segmentos da economia mundial e, especialmente, para o de eventos. Afinal, foi o primeiro a parar e deverá ser o último segmento a retomar suas atividades.

Assim como de outros segmentos, empresários e profissionais de eventos buscaram alternativas de gestão, relacionamento e atendimento virtuais para sobreviverem durante os períodos de isolamento social, enquanto esperam ansiosamente o reinício das atividades normais. Mas, mesmo depois de oferta de vacina, provavelmente serão necessários protocolos sanitários para os eventos presenciais.

Nesse cenário terrivelmente confuso, tentamos esclarecer quando podemos voltar ao normal e quando será seguro agendar eventos.

Testes de imunidade em eventos

O teste de imunidade parece ser uma das opções mais viáveis ​​para as atividades produtivas no mundo todo voltar ao normal. Mas, segundo especialistas, não há ainda um teste de anticorpos suficientemente eficaz para garantir que as pessoas com imunidade ao Covid19 possam voltar a trabalhar em infraestrutura crítica de aglomeração de pessoas. As pesquisas indicam que em breve haverá esse tipo de teste e, a assim que houver, mudará essa realidade. No entanto, mesmo que esses testes estejam disponíveis, os especialistas se arriscam a prever a sua aplicação em ambientes controlados, como hospitais e fábricas. Embora sejam fundamentais para o retorno econômico geral, não há boas notícias para os eventos. O controle da imunidade nos eventos exige protocolos específicos e é muito arriscado em curto prazo.

Tecnologias de rastreamento para eventos

Há quem vê o rastreamento de circulação de pessoas por meio do uso de tecnologia como uma maneira de intervir precocemente nos casos do Covid-19. Essa abordagem foi bem-sucedida na China e na Coréia do Sul. Mas, infelizmente, rastrear os movimentos de doentes é irrelevante para o mercado de eventos. De fato, essa é uma medida preventiva que pode limitar a propagação do Covid-19, mas, por diversos fatores, ainda não poderá ser adotada para garantir a participação em eventos.

“Segunda onda” do Covid19

Na Europa e Estados Unidos, especialistas trabalham cronogramas “de volta ao normal” no próximo mês de agosto, considerando um cenário sem previsão de vacina e prevendo uma segunda onda de contágio a partir de novembro de 2021.

Trata-se de uma perspectiva bastante pessimista No entanto, muitos compartilham que ela é muito provável e que só seria neutralizada se surgir uma vacina até março de 2021.

Segundo os especialistas, um dos erros de muitas previsões foi basear esforços na recuperação da China. Talvez porque se quis acreditar em boas notícias em vez de olhar para os fatos. Se, de fato, houver uma recuperação total até o próximo mês de julho, em alguns dos países com as melhores políticas de isolamento social e bloqueio de fronteiras, a volta ao normal ainda assim parece pouco realista. Um dos argumentos que leva a essa perspectiva é que o retorno de Wuhan, na China, não é realmente um retorno. Lá, as escolas ainda estão fechadas e os eventos ainda são um sonho distante.

A China não pode ser a base para o retorno ao normal, pois existem ideias incrivelmente diferentes sobre o que significa normal em diferentes países.

Empresários do segmento de eventos e de agencias de viagens na China relatam que, embora a propagação pareça estar sob controle, as atividades de e para os eventos ainda não voltaram ao normal. Embora a situação epidêmica na China seja muito melhor que outras partes do mundo, neste momento, os pequenos e grandes eventos ainda não são permitidos, exceto os programas on-line. A maioria dos gestores do setor de MICE continua trabalhando online no reagendamento ou na organização de eventos futuros que ainda não foram cancelados. Já observam que, em geral, a maioria dos eventos nacionais e estrangeiros prevista neste segundo semestre já está adiada para 2021.


Fonte: eventmanagerblog.com
Foto: microsoft/build2020

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